Legião Urbana

Legião Urbana

  • 03 Janeiro, 2022
  • radiomun
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Um dos discos mais marcantes da história do nosso rock nacional acaba de completar 37 anos. Legião Urbana, álbum homônimo de estreia da banda comandada por Renato Russo, chegou ao mercado nos primeiros momentos de 1985. Era 2 de janeiro daquele ano quando o trabalho de rock alternativo produzido por José Emilio Rondeau, depois de meses de muita conversa com a banda sobre a sonoridade que ela deveria apresentar, estava disponível nas principais lojas do país.

Gravado no Rio de Janeiro entre outubro e dezembro do ano anterior, o primeiro álbum da Legião Urbana só se concretizou após Herbert Vianna, vocalista de Os Paralamas do Sucesso, apresentar Renato, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos (Renato Rocha se juntaria a eles pouco tempo antes das gravações) aos executivos da gravadora EMI. A banda já desfrutava de um certo sucesso, após uma lendária apresentação no Circo Voador, em 1983.

O posicionamento de um grupo já com seu rumo musical definido ajudou nas discussões com José Emilio Rondeau para que as faixas soassem como se fossem gravadas num take único, ainda que as edições do produtor – que geraram muitas discussões – tivessem de ser mantidas. Talvez, o recuo de cada uma das partes tenha sido o grande segredo para o bom andamento desse trabalho.

“Será” foi o single de estreia do álbum e ganhou um videoclipe gravado em maio de 1985 na casa noturna Rose Bom Bom, em São Paulo, com direção de Toniko Melo. “Geração Coca-Cola”, “O Reggae”, “Por Enquanto”, “Ainda é Cedo”, Teorema” e “Soldados”, se tornariam clássicos do rock nacional, de um disco que registraria vendas superiores a um milhão e duzentas mil cópias.

“Muitos disseram que nosso primeiro disco é pessimista, político, pesado e negativo. Eu não acho, porque são apenas comentários de coisas da vida. ‘Será’ é uma música esperançosa, ‘Geração CocaCola’ aponta o dedo porque é irônica e ‘Por Enquanto’ fala de saudade, da coisa do amor. ‘O Reggae’ tem uma letra violenta sobre o sistema educacional e a hipocrisia em geral. Embora as letras não ofereçam soluções e happy ends, não acho que sejam pessimistas. É um reflexo do que a gente vive”, disse Renato sobre o álbum de estreia da Legião Urbana, de acordo com o livro Discobiografia Legionária, de Chris Fuscaldo.

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